Quem ajudamos

Apoio para pacientes idosos, transplantados e refugiados

As zonas rurais brasileiras ainda sofrem com deficiências no saneamento básico e nos serviços de saúde. Uma série de tratamentos não podem ser conduzidos nessas regiões por ausência de profissionais capacitados e equipamentos, fazendo com que os cidadãos que residem nesses locais precisem se deslocar até as grandes cidades. Some a isso os altos índices de abandono de idosos em nosso país. Sem o apoio de familiares e amigos, eles têm ainda mais dificuldades para se recuperar. A maioria dos acometidos pela depressão no Brasil estão na faixa dos 60 a 64 anos.

Acolhemos pessoas que realizam tratamentos em Belo Horizonte e não têm condições de se manter na cidade enquanto realizam os procedimentos, o que inclui não só cidadãos das áreas rurais brasileiras como também refugiados. Recebemos ainda os acompanhantes desses pacientes, como é o caso dos companheiros de mulheres internadas em maternidades.

Damos preferência para pacientes em tratamentos oncológicos e pós-transplante, já que a nossa cidade ainda não conta com estrutura necessária para suprir as demandas dessas pessoas. Para o suporte adequado àqueles que passam por transplantes, necessitamos de uma estrutura mais robusta, que inclua uma dieta especial, rigor ainda maior na sanitização dos ambientes e um toalete exclusivo para o paciente.

As pessoas que aqui chegam sofrem com o desamparo não só no âmbito da saúde, mas também no familiar, emocional, psíquico e governamental. Grande parte das mulheres da Casa já passaram por episódios de violência doméstica e sexual, sem que tivessem apoio para efetuar denúncias ou se afastar de seus agressores. Por isso, nos preocupamos com o suporte integral aos nossos hóspedes.

Instituições atendidas

A seguir, alguns dos hospitais assistidos pela Casa Chico do Vale:

  • Hospital Luxemburgo;
  • Santa Casa BH;
  • Hospital João XXIII Pronto Socorro;
  • Hospital das Clínicas da UFMG;
  • Instituto Mário Penna;
  • Hospital Infantil João Paulo II (antigo Centro Geral de Pediatria – CGP);
  • Hospital Alberto Cavalcanti;
  • e algumas clínicas.

O contato ocorre por meio dos assistentes sociais e das secretarias de saúde dos municípios. Já acolhemos pacientes de 10 estados do Brasil, além de abrigarmos enfermos de países da África e Haiti.

“Eu me sinto muito bem aqui na Casa. Já fui paciente, voluntária e agora, com câncer no pulmão, ajudo como posso, com meu ritmo. A gente não pode ficar parado! Estou devolvendo o que fizeram por mim e me sinto feliz por ajudar. Coloco todos em minhas orações e limpo a casa com muito amor.”

Ana Teixeira Dias, 56, Igaratinga
Paciente e voluntária desde 2014.